«A Âncora da Esperança cristã» | Diocese Bragança-Miranda

Formação para Ministros Extraordinários da Comunhão em formação

em Torre de Moncorvo

 

No dia 6 de Abril na Igreja Matriz de Torre de Moncorvo realizou-se o Encontro de formação para Ministros Extraordinários da Comunhão, promovido pelo Secretariado Diocesano de Liturgia e Espiritualidade de Bragança-Miranda. Convocado por intermédio dos Párocos da Diocese, compareceram 50 dos muitos mais Ministros que na Diocese exercem este serviço litúrgico.

Depois de um momento de oração, mediante a Hora Intermédia, o Padre Sérgio Pera, abordou o tema da missão da Pastoral da Saúde, com alguns modelos de abordagem na visita aos doentes, ajudando a identificar situações menos corretas e ajudando os visitadores de Doentes a percorrerem o Modelo da empatia, por forma a compreender o mundo interno do doente, a aprender a escutar mais e a falar menos, dentro do jeito peculiar de Jesus de acolher e aceitar o outro incondicionalmente, de forma misericordiosa.

Depois de um tempo de intervalo foi o D. José Cordeiro que fez a sua intervenção sobre a Virtude Teologal da Esperança, que neste Ano Pastoral a nossa Diocese faz ressaltar. Como introdução, referiu-se um pouco ao significado da missão peculiar do Ministro Extraordinário da Comunhão e a sua relação com a Eucaristia. Referiu que “é necessário retomar nas comunidades a adoração eucarística pois isto é que nos define como cristãos que vivem da Eucaristia”. Acautelou estes Ministros para uma certa mentalidade que muitas vezes banaliza o Sagrado.

Ilustrou a apresentação da virtude da esperança, fazendo notar o precioso retábulo frontal do Altar-Mor da magnífica Igreja de Torre de Moncorvo em que estão representadas as três virtudes Teologais, sendo que a Esperança vem com uma âncora. “Um cristão tem de estar bem seguro, não pode andar ao sabor do vento. Tem de estar ancorado em Cristo” referiu D. José, explicitanto que muitas vezes a âncora também simboliza a Cruz de Cristo. “A Cruz é o nosso símbolo maior”, disse e citou Charles Peguy: “A fé que mais amo é a esperança, diz Deus”.

Referindo-se à importância que na Igreja é dada à pessoa doente, o Bispo de Bragança-Miranda deixou ainda a explicação do simbolismo do fragmento da hóstia que é colocada dentro do cálice “significa aqueles que não podem estar. Mas também estes não são privados do alimento Eucarístico”. Por isso adquire tanta importância na Igreja a missão de levar a comunhão aos dentes: “Se esses não podem estar junto do todo, vai o todo à parte.”

D. José Cordeiro declarou ainda que “o maior obstáculo à esperança é o medo” e referiu-se ainda a uma expressão da oração eucarística: “Corações ao Alto: é colocar a esperança em Deus. O povo responde: O nosso coração está em Deus”. Mas advertiu com Santo Agostinho: “o que a língua diz não o negue a vida”. Apontando para Cristo, Esperança do Cristão, o Prelado de Bragança fez um alerta: “mais do que ter um Espírito crítico deveríamos ter um Espírito crístico”.

Depois do almoço, a parte da tarde foi dedicada a um trabalho de grupos no qual foram debatidas várias situações práticas de abordagem aos doentes, para distinguir as melhores práticas a serem seguidas por um agente pastoral neste ministério.

O dia terminou com a celebração de Eucaristia, animada pela Assembleia com a ajuda do coro juvenil da paróquia.

D. José Cordeiro, na sua homilia, comentou o Evangelho do encontro de Jesus com a adúltera, como o encontro da miséria humana com o amor de Deus. Alertou os MEC’s para qual a atividade com que Jesus gastou mais tempo. “Gastou muito tempo com os doentes e com os últimos da sociedade”, disse, “mas no que, de facto, gastou mais tempo foi na oração ao Pai”. E concluiu: “Enquanto não houver este encontro com Jesus Cristo, enquanto Ele não for o sentido da nossa vida, podemos gastar toda a vida a fazer coisas boas, mas serão coisas que faremos apenas por alguma coisa” advertiu. “Tudo o que fizermos deverá ser por Alguém, por Aquele que me ama com um amor de misericórdia”. Deixou ainda uma mensagem de Esperança, convidando a “olhar sempre para a frente e para o Alto!”

Uma vez que se verificou uma tão reduzida participação de Ministros Extraordinários da Comunhão ficou já marcada uma outra edição do mesmo encontro a realizar no dia 22 de Junho na mesma Igreja de Torre de Moncorvo para dar oportunidade a quem não participou.

 

Ir. Maria José Oliveira, sfrjs