2019-2020 | Ano da Eucaristia (plano mensal de atividades disponível em pastoralbm.com) | Diocese Bragança-Miranda

APRESENTAÇÃO

 

No último ano deste roteiro somos desafiados a conhecer o íntimo de Jesus Cristo. Na unidade da Sua Pessoa confluem a natureza divina e a humana.

O apóstolos dos gentios afirma "não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, pois Ele foi provado em tudo como nós, excepto no pecado" (Heb 4,15) e no Evangelho de João é o próprio Jesus que interroga o apóstolo Filipe "Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, 'mostra-nos o Pai'?" (Jo 14,9).

Jesus assume-Se como a presença visível de Deus e com legitimidade de Filho de Deus ensina os seus apóstolos a rezar a oração do Pai-nosso e garanta-lhes uma morada na vida terna.

Neste ano temos de cuidar, com empenho e alegria, da força da ressurreição em nós, pois como refere o Papa Francisco "onde parece que tudo está morto, por todo o lado voltam aparecer botões da ressurreição" (EG 276).

É, também, um tempo de nos deixarmos iluminar pela graça de Deus para nos enviar em missão. É o ano do testemunho operativo da fé, de nos implicarmos nas obras de caridade, de imitar o Senhor que passou neste mundo como Peregrino do Bem e assumindo o compromisso pelo Reino de deus que exige olhar para a dignidade e libertação das periferias existenciais nas nossas comunidades, pois há um vínculo inseparável entre a fé e os pobres que nos obriga aceitar o conselho de Papa Francisco "nunca os deixemos sós" (EG 48) e na "construção de um mundo novo, lado a lado, uns com os outros"(EG 269).

A Igreja, presença sacramental de Jesus Cristo, prolonga na história da humanidade a Pessoa e os ensinamentos de Jesus e vincula os baptizados a Cristo, pois se a "Igreja não levasse a Jesus, essa seria uma Igreja morta" (Homilia do Papa Francisco em Santa Marta, 23 Outubro de 2013).

Ser Igreja é ser de Cristo, mas que Igreja somos? Como é que cada baptizado vive como Igreja? Como é que cada Comunidade vivência e expressa a sua relação intima e indispensável à Igreja? Cada discípulo missionário, todos os movimentos de espiritualidade e comunidades eclesiais com os seus dons, e talentos e carismas são implicados para "edificar o Corpo de Cristo" (Ef 4,11-12).

O cristão é peregrino que encontra como meta final o Amor que é plenitude de vida e consumação da existência humana. Nesta peregrinação, alimentado pelo Viático, usa como cajado a moral católica e exercita a caridade à luz da doutrina social da Igreja.

 

LEMA

Dom da Caridade /Mistério da Vida Eterna

FONTE BÍBLICA

«Eu Sou a Ressurreição e a Vida» (cf. Jo 11, 1-45)

SACRAMENTO

Eucaristia

ROTEIRO PASTORAL

A pergunta "como é a singularidade de Jesus" projecta a reflexão e a inclusão plena, participativa e fecunda na Igreja. Esta assume-se em "saída" ao encontro dos que deixaram adormecer a fé que receberam no Batismo, hospitaleira para acolher todos aqueles que se perguntam por Deus e próxima para exercer o mandamento do amor.

A estratégia pastoral é a do testemunho de vida que implica a coerência da atitude de viver em conformidade com a moral, a bioética católica e a Doutrina Social da Igreja.

Na festa arciprestal do encontro com Deus e com os irmãos, de forma preferencial os mais frágeis e pobres, é entregue a oração do Pai nosso realçando o significado de cada uma das petições e responsabilizando grupos e comunidades para a "apadrinharem", de forma mais intensa, na oração e na caridade.

DESAFIOS PASTORAIS

a) Participação no sacerdócio de Cristo
Este múnus coloca desafios inadiáveis para facilitar e promover o encontro com Jesus Cristo através de uma participação ativa, plena e consciente:
1. A valorização dos rituais e da piedade popular;
2. A abertura das Igrejas fechadas ou desprovidas de acolhimento que impedem o encontro com “Jesus escondido” (S. Francisco Marto).
b) A participação na missão profética de Cristo
Os desafios que este amplo e variado sector da pastoral nos colocam impulsionam a qualidade e fidelidade do anúncio:
1. A diaconia da escuta e a proclamação da Palavra;
2. A formação de animadores e catequistas.
c) A participação na dimensão real de Cristo
O desafio de fazer o Bem, e bem feito, exige uma atitude evangelizadora que provoque positivamente os demais e possam interrogar-se, como refere Tertuliano em relação à admiração que os cristãos provocavam nos pagãos, “vede como eles se amam!” (Apologética 39):
1. O voluntariado cristão;
2. O acompanhar, discernir, integrar a fragilidade dos casais.

DESCRIÇÃO DO SÍMBOLO

Este símbolo, na continuidade dos anos anteriores, foi desenhado por Tânia Pires com a colaboração da Equipa de Imagem da Vigararia para Ação Pastoral.

RESPOSTAS À ORAÇÃO UNIVERSAL

PLANO DE ATIVIDADES MENSAL disponível na Página da Vigararia para a Ação Pastoral.

 

Última atualização em: 08.12.2019 às 19:12.