Catedral e Concatedral | Diocese Bragança-Miranda

Ano Litúrgico do Bispo na Catedral e na Concatedral

A Igreja Catedral tem um significado especial, pois é o lugar referencial teológico, sacramental e pastoral da Igreja diocesana. Em cada Igreja Local está presente toda Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica (cf. LG 26). A Catedral, porém, não simboliza apenas uma parte da Igreja, mas a Igreja na sua totalidade. A “Igreja” que se evoca, quando se fala da Catedral, não é uma comunidade particular da diocese, não é uma paróquia, a “paróquia da catedral”, como se costuma dizer. A Catedral é a igreja de toda a Diocese e, como tal, simboliza toda a Igreja Diocesana. Certamente, por isso, os documentos da Igreja indicam que os fiéis tenham em grande apreço a Igreja Catedral da sua Diocese, considerando-a sinal da Igreja espiritual que, os cristãos na sua vida de todos os dias, são chamados a edificar e a testemunhar. Na Diocese a Catedral é, pois, o lugar de irradiação do mistério de Cristo, que se atualiza na celebração dos sacramentos, especialmente na Eucaristia, fonte primordial da vida da Igreja. Por isso, também, as celebrações realizadas na catedral devem ser exemplares para toda a Diocese (cf. IGMR 22).

A Cátedra também tem um forte sentido simbólico. Quando o Bispo está na Cátedra é sinal do Cristo cabeça, sacerdote e mestre. A sede deve manifestar essa união entre cabeça e corpo, entre Cristo e a Igreja, entre o presidente e a assembleia.

As ações litúrgicas da Catedral manifestam exemplarmente e mais claramente o sentido eclesial, porque têm como ponto de referência o Bispo, sucessor dos apóstolos a quem cabe ser o “moderador, o promotor e o guardião de toda a vida litúrgica” (cf. IGMR 22). Assim, a celebração eucarística realizada na Catedral, presidida pelo Bispo com seus Presbíteros e os outros ministérios, manifesta na sua plenitude a Igreja como assembleia do povo de Deus reunida. Na Catedral a assembleia é como uma imagem refletida da Igreja. Esta manifestação realiza-se também nas igrejas paroquiais e pequenas comunidades, que em comunhão com a Catedral diocesana manifestam a visibilidade de toda a Igreja.

O Papa São João Paulo II expressou bem esta relação igreja-edifício e Igreja-comunidade: «Vemos a figura e contemplamos a realidade: vemos o templo e contemplamos a Igreja. Olhamos o edifício e penetramos no mistério. Porque este edifício nos revela, com beleza dos seus símbolos, o mistério de Cristo e da sua Igreja. Na cátedra do bispo, descobrimos o Cristo Mestre, que graças à sucessão apostólica, nos ensina através dos tempos. No altar, vemos o Cristo no ato supremo da redenção. Na fonte batismal encontramos o sinal da Igreja, virgem e mãe que ilumina a vida de Deus no coração de seus lhos. E olhando para nós mesmos podemos dizer com São Paulo: “Sois o edifício de Deus... o templo de Deus é santo, e esse templo sois vós” (1 Cor 3, 9. 17)».

Pela sua força simbólica, a Catedral converte-se em casa de oração, em escola da verdade, lugar de escuta da Palavra e lugar de elevação do espírito e de encontro com Deus. Amar e venerar a Catedral é amar a Igreja como comunidade de pessoas unidas pela mesma Fé, pela mesma Liturgia e Caridade. É fundamental que a Catedral, presidida pelo Bispo com a participação do povo que forma a comunidade diocesana, seja expressão da Igreja Local viva e peregrina. Espera-se também que a Catedral seja um centro modelador da Liturgia e da Evangelização, sendo assim expressão e sinal de toda a vida da comunidade diocesana.

«A celebração do ano litúrgico encerra uma força peculiar e eficácia sacramental. Através dela, o próprio Cristo, quer nos seus mistérios quer nas memórias dos Santos, e principalmente nas de sua Mãe, continua o seu caminho de imensa misericórdia, de tal modo que os fiéis de Cristo, não só comemoram e meditam os mistérios da redenção, mas entram até em contacto com eles, comungam neles e por eles vivem. Empenhe-se, pois, o Bispo para que o espírito dos fiéis se dirija, antes de mais, para a celebração das festas do Senhor e dos tempos sagrados do ano litúrgico. E de tal modo o façam, que aquilo que nelas é celebrado e proferido com a boca seja acreditado pela mente, e o que é acreditado pela mente se repercuta nos costumes privados e públicos. Além das celebrações litúrgicas que constituem o ano litúrgico, existem em muitas regiões usos populares e exercícios de piedade. Dentro do seu múnus pastoral, o Bispo dê a maior importância àquilo que neles possa contribuir para fomentar a piedade, a devoção e a compreensão dos mistérios de Cristo. E procure que “se harmonizem com a sagrada Liturgia, dela em certo modo derivem, a ela conduzam o povo, dado que, por sua natureza, ela lhes é muito superior”» (Cerimonial dos Bispos 231-233).

«A este respeito, não se pode esquecer a recomendação do Concílio Vaticano II de que “todos devem dar a maior importância à vida litúrgica da diocese que gravita em redor do Bispo, sobretudo na igreja catedral, convencidos de que a principal manifestação da Igreja se faz numa participação perfeita e activa de todo o Povo santo de Deus na mesma celebração litúrgica, especialmente na mesma Eucaristia, numa única oração, ao redor do único altar a que preside o Bispo rodeado pelo presbitério e pelos ministros”. Por isso, é na catedral, onde se realiza o momento mais alto da vida da Igreja, que tem lugar também a acção mais excelsa e sagrada do munus sanctificandi do Bispo; tal múnus, bem como a própria liturgia a que ele preside, inclui simultaneamente a santificação das pessoas, o culto e a glória de Deus. Esta manifestação do mistério da Igreja encontra circunstâncias privilegiadas em determinadas celebrações particulares. Entre estas, lembro a liturgia anual da Missa Crismal, que deve ser considerada “uma das principais manifestações da plenitude do sacerdócio do Bispo e um sinal da íntima união dos presbíteros com ele”. Ao longo desta celebração, juntamente com o óleo dos enfermos e o óleo dos catecúmenos, é benzido o santo crisma, sinal sacramental de salvação e de vida perfeita para todos os que renascem pela água e pelo Espírito Santo. Entre as liturgias mais solenes, há que incluir sem dúvida também as celebrações em que são conferidas as Ordens Sacras, ritos estes que têm na igreja catedral o seu lugar próprio e normal. A estas vêm juntar-se outras ocasiões, tais como a celebração do aniversário da sua dedicação e as festas dos Santos Padroeiros da diocese. Estas e outras ocasiões, segundo o calendário litúrgico de cada diocese, são momentos preciosos para fortalecer os vínculos de comunhão com os presbíteros, as pessoas consagradas e os fiéis leigos, e para estimular o zelo missionário entre todos os membros da Igreja particular» (J. PAULO II, Pastores Gregis 34, cf. CIC can. 389).

1. Na Catedral:

A. CICLO PASCAL

Quarta-feira de Cinzas

18.00H

Só Catedral

Lectio Divina (Segunda-feira à noite)

21.00H

Igreja do Seminário de S. José e Santa Maria

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor

10.30H

Catedral

Missa Crismal

11.00H

Só Catedral

Missa da Ceia do Senhor

21.00H

Só Catedral

Ofício de Leituras e Laudes – Sexta-feira Santa

09.30H

Só Catedral

Celebração da Paixão do Senhor

15.00H

Só Catedral

Ofício de Leituras e Laudes – Sábado Santo

09.30H

Só Catedral

Vigília Pascal

22.00H

Só Catedral

Domingo da Páscoa da Ressurreição

18.00H

Catedral

 

B. CICLO DO NATAL

Missa da noite de Natal

23.00H

Só Catedral

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, 1 de Janeiro

18.00H

Catedral

 

C. TEMPO COMUM

Domingo

Vésperas II

Eucaristia

 

17.30 H

18.00 H

Tarde só na Catedral

Bênção dos finalistas do Ensino Superior de Bragança

10.00 H

Catedral

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

17.00H

Catedral

Ordenação dos Presbíteros e/ou dos Diáconos

17.00H

Catedral

22 de Agosto, Padroeira da cidade de Bragança

17.00H

Catedral

7 de Outubro, aniversário da dedicação da Catedral

18.00H

Catedral

 

 

 

Dia Diocesano da Juventude

 

 

 

2. Na Concatedral

A. CICLO PASCAL

    II Domingo da Páscoa

 

B. CICLO DO NATAL

    Epifania do Senhor

 

            Catedral, 7 de outubro de 2016, XV aniversário da dedicação.

            + José Manuel Garcia Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda

 

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CABIDO DA IGREJA CATEDRAL

Presidente: Cónego Valentim dos Santos Bom
Secretário: Cónego Manuel João Gomes
Tesoureiro: Cónego Adelino Fernando Paes
Ficheiros: