D. José apelou ao amor ao próximo na Eucaristia da Semana da Cáritas | Diocese Bragança-Miranda
O bispo da diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, apelou aos fiéis, numa altura em que se comemora a Semana da Cáritas, para que “não se limitem a dar esmolas no peditório que se faz, mas que tenham amor uns pelos outros”, disse na homilia da eucaristia do passado domingo, na catedral de Bragança.
Ainda que as esmolas sirvam para “dar de comer e de beber a quem tem fome e sede, para vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, assistir aos enfermos, visitar os presos e enterrar os mortos”, a outra metade das 14 obras de Misericórdia, lembrou D. José, está relacionada com o “lado espiritual” que é preciso não esquecer, nomeadamente dar bons conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes , perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo e rogar a Deus por vivos e defuntos. “Para termos um mundo cada vez mais fraterno e menos egoísta”, referiu.
A liturgia deste terceiro domingo de Quaresma convida à reflexão sobre o tema da conversão e ao reconhecimento do mistério de Deus, que se torna presente na nossa vida, como dá a conhecer a primeira leitura tirada do Livro do Êxodo e nos revela Moisés, que, enquanto apascentava o rebanho, vê uma sarça em chamas, mas que não se consome. Aproxima-se para observar este prodígio, quando uma voz pronuncia o seu nome e o convida a tomar consciência da sua indignidade. Esta mesma voz lhe ordena a tirar as sandálias, porque o lugar é santo. E Deus revela a Moisés o seu próprio nome, ao dizer: “Eu sou Aquele que sou!”. O Deus que se revela assim a Israel é um Deus que participa dos problemas do seu povo. “
Na segunda parte do Evangelho, referindo-se a um costume do seu tempo, Jesus apresenta a parábola de uma figueira plantada numa vinha. Esta figueira, contudo, é estéril, não dá frutos. O diálogo que se desenvolve entre o dono e o vinhateiro, manifesta, por um lado, a misericórdia de Deus, que é paciente e deixa ao homem, ou seja, a todos nós, um tempo para a conversão; e, por outro, a necessidade de iniciar imediatamente a mudança de vida, para não perder as ocasiões que a misericórdia de Deus nos oferece para superar a nossa preguiça espiritual e corresponder ao amor de Deus com o nosso amor filial. “É um desvelo de Deus, o cúmulo de amor para nos dar todas as oportunidades de termos fé”, explicou D. José.
Texto e fotografia: Mensageiro de Bragança





