Sínodo 2023: Fase diocesana prolongada até agosto de 2022 | Diocese Bragança-Miranda

Secretaria-Geral alarga primeiro momento de auscultação e mobilização das comunidades locais.

 

A Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos anunciou hoje que a fase diocesana do processo sinodal iniciado este mês vai ser prolongada até 15 de agosto de 2022, permitindo mais quatro meses de auscultação e mobilização das comunidades locais.

A decisão alarga o prazo para a apresentação das sínteses das consultas das Conferências Episcopais, das Igrejas Orientais Católicas e de outros organismos eclesiais.

“Neste período, ouvimos repetidas vezes e de muitas partes o pedido de prolongar a duração da primeira fase do caminho sinodal, para proporcionar uma oportunidade maior ao povo de Deus de fazer uma autêntica experiência de escuta e diálogo”, assinala a nota enviada à Agência ECCLESIA.

O prolongamento do prazo, inicialmente fixado em abril de 2022, quer sublinhar a ideia de que “uma Igreja sinodal é uma Igreja que escuta” e leva em consideração a importância desta primeira fase para o caminho sinodal lançado pelo Papa Francisco.

“As numerosas comunicações recebidas nestas primeiras semanas de caminho sinodal das Conferências Episcopais, dioceses e eparquias são verdadeiramente uma confirmação encorajadora de quantos na Igreja se estão a empenhar em celebrar a primeira fase do processo sinodal – que tem como tema ‘Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão’ – constituída pela consulta ao povo de Deus. Por tudo isto estamos verdadeiramente agradecidos”, acrescenta a Secretaria-Geral do Sínodo.

A auscultação das Igrejas locais é uma etapa inédita, desenhada pelo Papa Francisco, que pediu a cada bispo que replicasse a celebração de abertura que decorreu no Vaticano, a 9 e 10 de outubro, com uma cerimónia diocesana.

A Santa Sé pediu ainda que cada diocese tenha “uma pessoa ou uma equipa de contacto para liderar a fase local de escuta”.

As respostas recolhidas podem ser enviadas para Roma e devem ser entregues à respetiva Conferência Episcopal até agosto de 2022, para uma síntese nacional.

O Vaticano explica, no guia prático (vademécum) distribuído em todo o mundo que “a finalidade da primeira fase do caminho sinodal é favorecer um amplo processo de consulta”, com atenção à “voz dos pobres e dos excluídos, não somente daqueles que desempenham alguma função ou responsabilidade” na própria Igreja.

Os responsáveis diocesanos são chamados a “tentar o máximo de inclusão e participação, chegando ao maior número de pessoas possível, e especialmente às que se encontram na periferia e que, muitas vezes, são excluídas e esquecidas”.

Apesar de se sublinhar a importância de integrar o processo em cada diocese, “qualquer grupo ou indivíduo” que não tenha oportunidade de o fazer a nível local pode enviar os seus contributos diretamente para a Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos.

O percurso para a celebração do Sínodo está dividido em três fases, entre outubro de 2021 e outubro de 2023, passando por uma fase diocesana e outra continental, que dará vida a dois instrumentos de trabalho diferentes distintos, antes da fase definitiva, ao nível mundial.

Texto: Octávio Carmo in Agência Ecclesia.