Inauguração do órgão sinfónico da Catedral | Diocese Bragança-Miranda

A Catedral da Diocese de Bragança-Miranda passa a contar, a partir do próximo domingo (19 de dezembro), com um grande órgão sinfónico composto por 3 117 tubos, 64 registos sonoros e 100 comandos distribuídos numa consola de quatro teclados e pedaleira.

Construído em Itália, pela Casa Organaria Zanin Organi sas di Zanin Francesco e C., de Codroipo, o grande órgão sinfónico da Catedral de Bragança resulta de um projeto cofinanciado pela operação "NORTE-04-2114-FEDER-000061", denominada “Rota das Catedrais a Norte”, numa articulação da Direção Regional da Cultura do Norte, do Município de Bragança e da Diocese de Bragança-Miranda.

A sua construção teve início no primeiro semestre de 2018 e os trabalhos de montagem e de afinação, no Coro Alto da Catedral, começaram no início de setembro deste ano.

Foram analisados os aspetos e pormenores mais complexos, macroscópicos e microscópicos, tendo por finalidade a otimização do aproveitamento dos sons e das cores no templo sagrado. Perfeitamente integrado na acústica da Catedral, este órgão contemporâneo, também, possui natureza sinfónica, ou seja, para além da liturgia, possui capacidades para qualquer reportório de diferentes épocas históricas.

Neste sentido, o órgão sinfónico e a Catedral estão disponíveis para acolher concertos promovidos por entidades civis, religiosas, académicas e sociais.

 

Eucaristia e Concerto inaugural

No próximo domingo, a partir das 17h00, será celebrada uma Eucaristia Solene presidida por D. José Cordeiro, na qual, através de rito litúrgico próprio, se benzerá o órgão.

Às 19h00, terá lugar o concerto inaugural com o organista titular, o italiano Giampaolo Di Rosa.

Natural de Itália, Giampaolo Di Rosa é organista titular de Santo António dos Portugueses, em Roma (2008), das Catedrais de Vila Real (2016) e de Bragança (2021), tendo orientado os projetos fónicos dos seus órgãos sinfónicos e, também, do órgão histórico de Santo Ildefonso no Porto.

Doutorado em Música, completou na Europa os estudos de piano, órgão, cravo, música sacra, música de câmara, música antiga, composição, teoria e análise.

O seu repertório abrange todas as épocas, para além da improvisação, das próprias obras e transcrições.

O Presidente da República conferiu-lhe, em 2010, o grau de Oficial do Infante Dom Henrique.

Desenvolve atividade de concertista no mundo inteiro.