Hungria/Eslováquia: D. José Cordeiro assinala que visita do Papa pode «ser vista como» uma porta de entrada para o Leste Europeu | Diocese Bragança-Miranda

Delegado da CEP aos Congressos Eucarísticos afirma que «há uma enorme expectativa» pela visita de Francisco.

D. José Cordeiro, delegado da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) aos Congressos Eucarísticos, disse que a visita do Papa à Hungria e à Eslováquia “não passará indiferente” e pode “ser vista como” uma porta de entrada para o Leste Europeu.

“A visita do Papa não passará indiferente. Marcará certamente uma viragem na história da Igreja deste país e por consequência acreditamos que também alguma influência vai ter na construção da história do futuro deste país”, referiu o convidado da entrevista semanal conjunta Ecclesia/Renascença, publicada e emitida ao domingo.

D. José Cordeiro, que é o delegado da CEP aos Congressos Eucarísticos Internacionais, afirma que “há uma enorme expectativa” pela visita do Papa Francisco que, para o comum das pessoas, “sabe a pouco porque é muito concentrada na celebração e a parte protocolar”.

“A expectativa é toda sobre este domingo, a celebração da Statio Orbis e da mensagem que o Papa traz e do sinal que quer traduzir com esta passagem”, desenvolveu o presidente da Comissão de Liturgia e Espiritualidade, da CEP.

O Papa Francisco preside hoje à celebração Eucarística de encerramento do 52.º congresso internacional, na Praça dos Heróis, e depois continua a 34ª viagem do pontificado para a Eslováquia.

‘Todas as minhas fontes estão em Ti. A Eucaristia: Fonte da nossa vida e da nossa missão cristã’ é o tema deste encontro, que devia ter acontecido em 2020 e foi adiado devido à pandemia Covid-19, e está a decorrer em Budapeste, a capital húngara, desde o dia 5 de setembro.

De Portugal está a participar um grupo de 26 pessoas de diferentes dioceses – Algarve, Aveiro, Braga, Bragança-Miranda, Évora, Lamego, Leiria-Fátima, Lisboa, Vila Real e Viseu – e é uma das delegações “mais visíveis”.

Segundo D. José Cordeiro estes congressos continuam a ter atualidade na Igreja porque “são uma das grandes manifestações públicas da fé da Igreja” que sublinham e valorizam o papel da Eucaristia “na vida dos cristãos e na prática eclesial”.

O bispo português destaca também a dimensão social do congresso eucarístico, que “na preparação já teve muitos gestos” e tem gestos muito significativos “na atenção aos mais pobres, aos mais desfavorecidos”, em algumas obras sociais e em vários testemunhos que têm sido partilhados.

“Na relação do Estado/Igreja, e sobretudo no que concerne à educação, à saúde, à atenção aos mais pobres, este congresso eucarístico pretende ser esse sinal de fé, de esperança e de caridade mas sobretudo de unidade e de paz; Há gestos concretos e também com outras Igrejas e outros países, nomeadamente Mianmar e também ao Iraque”, desenvolveu o bispo de Bragança-Miranda.

Segundo D. José Cordeiro celebrar a Eucaristia em geografias de perseguição religiosa é uma forma de motivar e valorizar mais a Eucaristia e dos testemunhos que têm “vivido”, e de várias intervenções, é a Eucaristia que “sustenta a vida da Igreja”.

“Sobretudo, nos momentos mais críticos de guerra, de perseguição, de fome, de tantas outras contrariedade de ordem natural ou consequências humanas. São testemunhos arrepiantes porque a força vem justamente da Eucaristia celebrada e adorada”, acrescentou o delegado da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) aos Congressos Eucarísticos, na entrevista semanal Ecclesia/Renascença, publicada e emitida ao domingo.

D. José Cordeiro presidiu à Eucaristia, em língua portuguesa, no dia em que a liturgia católica celebra a festa da Natividade de Nossa Senhora, a 8 de setembro, na igreja Angyalföldi Szent László”, em Budapeste.

Texto: Carlos Borges in Agência Ecclesia

Fotografia: Delfim Machado/Secretariado Nacional de Liturgia