Comunicação do Padre José San José Prisco na Formação diocesana sobre Unidades Pastorais | Diocese Bragança-Miranda

A Equipa Responsável pela Unidade Pastoral

Cada unidade pastoral é liderada por uma equipa pastoral ou ministerial, responsável pela evangelização no âmbito territorial ou pessoal abrangido. Esta equipa é formada por aqueles que receberam um ministério nomeado pelo bispo e é presidida por um ou vários presbíteros.
1. O sentido da equipa
O ministério eclesial possui uma dimensão colegial. A equipa ministerial promove esta colegialidade, não sendo uma mera justaposição de pessoas, mas um grupo que oferece serviço à comunidade cristã. A opção pela equipa pastoral exige uma prática prévia de corresponsabilidade e trabalho comum, sob pena de criar expectativas falsas e frustrações.
2. A responsabilidade da equipa
A missão principal é promover e incentivar a vocação evangelizadora de toda a comunidade, mantendo-a fiel à missão de Jesus. A equipa é responsável pela evangelização nos seus aspetos missionários (dirigidos a quem desconhece o Evangelho) e pastorais (orientados aos membros da comunidade), procurando integrar ambas as dimensões.
3. O âmbito da equipa
Embora a equipa se situe maioritariamente em referência a um território, considera-se também o critério das pessoas. Podem existir equipas para âmbitos não territoriais, como saúde, educação, imigração ou serviços diocesanos específicos.
4. Uma equipa formada por quem recebeu um ministério
A equipa expressa que a comunidade é presidida por Jesus Cristo. Fazem parte dela pessoas com um ministério, definido como um serviço fundamental, com responsabilidade notável, estabilidade e confiado publicamente pelo bispo. Inclui ministros ordenados, leigos e vida consagrada, assumindo responsabilidade num âmbito e co-responsabilidade na totalidade.
5. Aceitação pela comunidade
Envolve discernimento e receção. É necessário garantir a participação da comunidade na determinação dos ministérios necessários e na apresentação dos candidatos, recebendo-os como um dom de Deus.
6. Envio pelo bispo
Constitui uma realidade institucional que exige envio pelo bispo diocesano. Este reconhece a identidade dos ministérios e as pessoas que os exercem. O envio exige discernimento e é expresso mediante encomenda explícita, nomeações assinadas e decreto de ereção da equipa.
7. Presidência por presbíteros
As equipas são presididas por presbíteros por razões teológicas, tornando visível o carisma da presidência da comunhão. Quando há vários presbíteros, podem ter nomeação in solidum, sendo atribuída a um a função de coordenador, ou nomeados como pároco e vigários.
8. O coordenador da equipa
Cada unidade terá um coordenador, normalmente um sacerdote. As suas funções incluem animar e coordenar o trabalho pastoral comum, servir de elo com o bispo e organismos diocesanos, promover o Plano Pastoral Diocesano e programar ações comuns com outras unidades pastorais.
9. Componentes da equipa
Será formada por sacerdotes, leigos (com ministros instituídos), diáconos permanentes e vida consagrada. Haverá responsáveis pelos setores primordiais (anúncio, liturgia, comunhão, caridade) e outros conforme a idiossincrasia das paróquias, considerando as competências de cada pessoa para o crescimento da equipa.
10. Designação dos membros
São nomeados pelo bispo por um período determinado (ex: cinco anos) para garantir continuidade. O bispo ouve clero, leigos e religiosos antes de criar a equipa. Para destituir um membro antes do tempo, o bispo ouvirá a opinião da equipa.
11. Funcionamento da equipa pastoral
A equipa é o motor da vida da unidade, devendo assumir a sinodalidade. Para tal, deve promover: a oração em comum para força e discernimento; a reflexão e trabalho partilhados com distribuição clara de tarefas para um funcionamento orgânico; e a vida partilhada, vivendo em comunidade e comunhão para além das tarefas comuns.

Perguntas-guia para leitura, reflexão e partilha em grupo

1. Que ideias ou frases do documento mais vos marcaram ou desafiaram? Porquê?
2. O âmbito da equipa pode ser territorial ou pessoal. Na vossa realidade, que critérios (território, pessoas, serviços) deveriam predominar na organização pastoral? Porquê?
3. Que critérios concretos propõem para identificar quem está preparado para assumir um ministério com responsabilidade, estabilidade e reconhecimento público?
4. Se tivessem de criar ou renovar uma equipa pastoral na vossa unidade, que três prioridades definiriam para os primeiros seis meses? Porquê?