Centro de Conservação e Restauro tem recuperado erros feitos no passado | Diocese Bragança-Miranda
Prestes a completar dois anos desde a abertura (amanhã, dia 10), o Centro de Conservação e Restauro de Arte Sacra da diocese de Bragança-Miranda já realizou mais de 60 intervenções, muitas delas para reparar erros cometidos no passado que danificaram algum do património local.
“Tem sido uma continuidade o centro começa a fazer sentir a sua presença. Um grande número de sacerdotes e outros agentes pastorais sentem a importância do centro porque também tem procurado responder a todas as preocupações e todas as dúvidas. Tem sido um trabalho pedagógico junto das comunidades, que começam a perceber a importância da intervenção e o valor das já feitas. aquilo que mais nos preocupa é como foi possível haver intervenções desastrosas no património que, em vez de o conservar e dignificar, foram desastrosas, muitas delas irreversíveis, que empobreceram o que nós tínhamos”, lamenta o Pe. António Pires, responsável pela Cmissão Diocesana de Arte Sacra.
Lília Pereira da Silva, responsável pelo centro, frisa que “há cada vez há mais párocos a pedir os nossos préstimos para fazer vistorias, análises químicas, para evitar o que vemos aqui em que foi utilizada folha de ouro falsa, que danificou bastante o altar, na década de 60, 70”.
Atualmente, os técnicos do centro têm estado a trabalhar na ermida de Santo António, em Edroso, Macedo de Cavaleiros, a pedido do pároco, Pe. Manuel Ribeiro. “A requalificação de património eclesial tem de ser, em primeiro lugar, uma função da comunidade, pois a história é o reflexo de um passado da nossa fé. A preservação e o cuidado com as peças tem de ser tratado por quem de direito. Na nossa diocese temos uma comissão de arte sacra, na qual confiamos e é com ela que queremos trabalhar, não só pela garantia técnica mas por ser da própria diocese, que tomou a função de zelar e promover as melhores peças de arte sacra para servir o povo de Deus”, explica.
Paralelamente, tem estado a ser recuperado um retrato de José Gomes da Costa, responsável pela introdução dos Missionários em Portugal. O restauro está a ser feito a pedido do município de Torre de Moncorvo.
Texto e fotografia: Mensageiro de Bragança.






