Bragança-Miranda: Bispo desafia cristãos a serem «ativistas» da paz num mundo marcado pela guerra | Diocese Bragança-Miranda
O bispo de Bragança-Miranda presidiu à Missa de Domingo de Ramos, na Catedral diocesana, desafiando os fiéis a não se deixarem paralisar pelo pessimismo face ao atual contexto de guerra e violência.
“Queremos ser ativistas sem nunca deixarmos apagar a esperança, conscientes de que a oração é a mais potente arma da paz e os atos de caridade e os gestos de bem são as munições desta arma”, referiu D. Nuno Almeida, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.
O responsável católico sublinhou que a sociedade acorda e adormece diariamente com as “imagens das guerras” a ferir e a deixar tristeza e angústia, recordando que a verdadeira paz exige um trabalho artesanal.
“De pouco nos vale desejar a Paz lá longe, se não a semeamos, em nossa casa, com as pessoas da nossa família e das nossas relações mais próximas, na nossa escola, no nosso local de trabalho e de lazer”, observou.
O bispo de Bragança-Miranda advertiu que não se pode responder a uma injustiça ou a uma violência com a mesma moeda, apelando a que o mal seja vencido “com uma inundação de bem”.
“Se deixarmos o amor de Cristo transformar o nosso coração, então poderemos mudar o mundo”, sustentou.
A reflexão de D. Nuno Almeida centrou-se igualmente na escultura da ‘Pietà’ presente na Catedral de Bragança, da autoria do mestre José Rodrigues, descrevendo-a como uma obra de beleza sublime com traços de “uma mulher transmontana”.
“Nesta encantadora imagem em bronze do mestre José Rodrigues, Jesus e a Mãe não têm mãos porque querem precisar das nossas”, indicou.
O responsável católico convidou a assembleia a “ousar o amor”, perante a obra de arte, afirmando que este é o único caminho capaz de transformar os corações e de curar as relações humanas fraturadas.
Diante da Pietà da nossa Catedral, podemos ter a certeza de que o amor é a única força capaz de mudar os corações e a humanidade inteira, tornando felizes as relações entre homens e mulheres, entre ricos e pobres, entre povos, culturas e civilizações.”
Na celebração, D. Nuno Almeida recordou que o fruto da renúncia quaresmal deste domingo será partilhado com as Irmãs do Carmelo de Moncorvo.
A Missa foi concelebrada pelo bispo emérito, D. António Montes Moreira, e pelo vigário do clero, padre António Magalhães, contando com a animação litúrgica do Coro Masculino Nossa Senhora Rainha.
A Igreja Católica inicia, com o Domingo de Ramos, a Semana Santa, momento central do ano litúrgico, que recorda os dias da prisão, julgamento e execução de Jesus, culminando com a Páscoa, celebração da ressurreição de Cristo.
Octávio Carmo in Agência Ecclesia





