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Comunicação de D. Nuno Almeida na Abertura do 1º Encontro Nacional dos Missionários Digitais [1]Seg, 28/09/2026 - 23:53

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Alfandega da Fé, 26.09.2026 “Vinde comigo e Eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4, 19) Abertura   Como permanecer humanos e cristãos na era da Inteligência Artificial e da revolução digital?   Saúdo os ilustres conferencistas, o Presidente da Fundação Cónego Manuel Ochoa, o Sr. Presidente da Câmara e todas as Autoridades e Entidades presentes. Uma saudação amiga e agradecida aos órgãos de comunicação presentes e parceiros deste encontro. Saúdo o Padre Guilherme (é grande a expectativa para esta noite!) e todos os que vão oferecer talentos artísticos, bem como todos os que participam neste encontro. Agradeço ao Pe. Manuel Ribeiro e a toda a equipa organizadora pelo empenho, dedicação e entusiasmo colocados ao serviço desta iniciativa. Muito obrigado pela vossa presença. Bem-vindos ao “reino maravilhoso de Trás-os-Montes” e a esta belíssima e hospitaleira vila de Alfandega da Fé. O saudoso Papa Francisco repetia que a Igreja não deve ser uma “alfandega”. Mas se fosse alfandega, seria “Alfandega da Fé”! Estamos em comunhão com o Papa Leão XIV, que através do Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, nos fez chegar uma especial mensagem, que passo a ler … .   Como permanecer humanos e cristãos na era da Inteligência Artificial e da revolução digital? Antes de mais, permitam-me uma simples provocação. Cada um responderá só para si: Quem aqui, neste belo auditório, chora, reza e age perante as notícias que nos chegam, diariamente, da guerra da Ucrânia, de Gaza, do Médio Oriente e, de vez em quando, de outro conflito dos muitos que estão ativos? Ainda está bem viva na nossa memória e coração a morte da menina Lara. Mais uma vítima da terrível “epidemia” da violência doméstica. Desde as primeiras imagens confesso que chorei, rezei com a oração de clamor do salmista e procurei agir. Confirmei que pouco tempo antes tinha cumprimentado esta família numa festa de S. António em Bragança … !   Estou convicto de que este encontro será muito mais do que um congresso ou um somente um momento de reflexão e de convívio. Desejamos que seja uma verdadeira experiência de comunhão eclesial, de partilha de boas práticas e de renovado impulso missionário, capaz de reunir agentes pastorais das paróquias, dioceses, movimentos, comunidades, jovens, comunicadores e criadores de conteúdos que procuram anunciar Cristo nos novos ambientes digitais. Vivemos um tempo em que o continente digital se tornou uma das grandes fronteiras da missão. Milhões de pessoas habitam diariamente estes espaços, levando consigo as suas perguntas, inquietações, esperanças e buscas de sentido. A Igreja não pode estar ausente deste mundo. Somos chamados a estar presentes com autenticidade, proximidade e criatividade, levando a luz do Evangelho aos lugares onde as pessoas vivem, comunicam e constroem relações. Este encontro marcará também o nascimento da Rede Nacional dos Missionários Digitais de Portugal, um projeto que pretende fortalecer a comunhão, a formação e a cooperação entre aqueles que se sentem chamados a evangelizar no ambiente digital. A missão será tanto mais fecunda quanto mais for vivida em unidade, corresponsabilidade e espírito sinodal. Confiamos esta iniciativa à intercessão de Nossa Senhora, Estrela da Evangelização, e de São Bento, patrono da Europa e da nossa diocese, pedindo que abençoem e acompanhem todos aqueles que participam neste encontro e todos os que procuram anunciar Cristo nos caminhos, muitas vezes complexos, da cultura digital.   1.Não tenho vergonha de confessar: são muitas as imagens que me provocam lágrimas, oração e ação. Quanto mais não seja fazer um exame de consciência pessoal sobre as palavras que pronuncio, escrevo e publico nas redes digitais. São palavras desarmadas e desarmantes? Difundem a paz e o bem? Fortalecem a fraternidade universal? Convivemos, hoje, com um paradoxo perturbador: quanto mais o sofrimento é exposto, menos ele é sentido. O bombardeio constante de imagens de guerras, desastres, desigualdade e miséria, transmitido em tempo real pelos meios digitais, produz uma espécie de anestesia moral. O sofrimento humano, ao ser reproduzido infinitamente nos écrans, perde o seu impacto simbólico e converte-se em ruído visual. O olhar, saturado, já não distingue a dor real do espetáculo. O horror é consumido com a mesma indiferença com que se desliza o dedo por um écran. A exibição incessante da dor humana transformou o sofrimento em espetáculo e o olhar em consumo. A fotografia da guerra, o exílio e a morte deixaram de ser apelos à ação para se tornarem objetos de contemplação estética, fragmentos que despertam curiosidade, mas não compromisso. O excesso de imagens do sofrimento gera a fadiga da compaixão, o esgotamento da capacidade de comover-se. O espectador moderno sente demais e, por isso, já não sente nada. A dor, ao ser representada e repetida, distancia-se e banaliza-se; a emoção, privada de profundidade, converte-se em hábito. O público aprende a indignar-se sem agir, a emocionar-se sem transformar, num exercício de sensibilidade efémera que dissolve o vínculo moral entre ver e responsabilizar-se.   Diante da avalanche de estímulos e informações, a mente protege-se pela indiferença. Não se trata de frieza ou crueldade, mas de um esgotamento emocional que neutraliza a empatia. A superexposição à dor alheia, em vez de fortalecer os laços humanos, destrói o silêncio interior necessário à escuta e à presença. A saturação da dor revela, portanto, uma crise do olhar e da sensibilidade. As redes diditais ampliam a visibilidade do sofrimento, mas enfraquecem o vínculo ético. A dor do outro é transformada em evento compartilhável, e a solidariedade, em reação instantânea. Diante de tantas tragédias, o sujeito contemporâneo escolhe sobreviver emocionalmente — e a forma de fazê-lo é sentir menos. Bauman (2017) sintetiza essa experiência com palavras fortes: Somos, ao mesmo tempo, espectadores e vítimas da avalanche de miséria humana que se desenrola diante de nossos olhos. O sofrimento do outro não nos é estranho, mas também não nos pertence; ele passa por nós como uma corrente fria que sentimos por um instante e logo esquecemos. O drama ético da contemporaneidade é que o excesso de visibilidade não aproxima as pessoas, apenas as esgota. O sujeito, cercado por tragédias, perde a capacidade de sentir e de agir; torna-se observador impotente de um mundo em colapso. Temos consciência de que reaprender a olhar é, portanto, o primeiro passo para reaprender a sentir. Resistir à lógica do espetáculo significa restaurar o silêncio e o espanto diante da dor, devolvendo à imagem seu poder de presença e à compaixão sua densidade humana. Será que ainda choramos e rezamos ao ver as notícias da guerra da Ucrânia, de Gaza e tantas outras? Não faltam, felizmente, pensadores que como Lévinas (1993), Arendt (2004), Freire (1996), Frankl (2019) e Larrosa (2002) apontam caminhos para restaurar a dimensão ética do sentir, compreendendo o cuidado, o diálogo e a presença como fundamentos da humanização. Falam de uma pedagogia da sensibilidade capaz de reconstituir a alteridade e resgatar a esperança ativa em tempos de cansaço moral. No meio da saturação emocional e do esgotamento ético, reaprender a olhar e  a sentir tornam-se nos gestos mais urgentes da contemporaneidade — não como emoção efémera, mas como prática existencial de resistência e reconstrução do humano.   2.O que significa permanecer humanos e cristãos na era da Inteligência Artificial e da revolução digital?   O Papa Leão XIV, na “Magnifica Humanitas”, procura despertar as nossas consciências para os desafios antropológicos, pastorais e educativos que hoje nos colocam as novas tecnologias, oferecendo pistas de discernimento para cada um de nós, para as famílias, comunidades e agentes pastorais chamados hoje a habitar o ambiente digital com sapiência evangélica. São sábias e exigentes as palavras de Leão XIV: “Na era da inteligência artificial, em que a dignidade humana corre o risco de ser ofuscada por novas formas de desumanização, temos o dever urgente de permanecer profundamente humanos, salvaguardando com amor essa magnífica humanidade, que nos foi plenamente dada e manifestada em Cristo, e que jamais alguma máquina poderá substituir no seu esplendor. O verdadeiro progresso nasce sempre de um coração aberto ao outro, de uma inteligência disponível para ouvir, de uma vontade que procura mais o que une do que o que separa” (MH, 15). Que este encontro seja um verdadeiro “laboratório eclesial e pastoral” para quem não tem medo se interrogar sobre como ser Igreja hoje. No centro da nossa reflexão estará esta questão fundamental: o que significa permanecer humanos na revolução digital e na era da Inteligência artificial? O Papa Leão XIV na Magnifica Humanitas, Sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da IA (2026) e alguns meses antes a Comissão Teológica Internacional com o documento “Quo vadis, Humanitas?” (março 2026), propõem-nos uma antropologia vocacional ou responsorial capaz de salvaguardar a identidade humana perante as derivas do transumanismo e do post-humanismo. São incisivas as palavras de Leão XIV: “Mesmo quando o ser humano se desumaniza e provoca tragédias, uma pequena luz continua a brilhar na humanidade e permanece capaz de, com a graça de Deus, se reacender em caminhos de conversão e reconciliação. Viktor Frankl afirmava, com razão, que nos momentos de horror acabámos por «conhecer o ser humano como ele realmente é. Afinal de contas, o Homem é esse ser que inventou as câmaras de gás de Auschwitz; no entanto, é igualmente o ser que entrou nas câmaras de gás de cabeça erguida, com o Pai Nosso ou o Shema Yisrael nos lábios»” (MH, 121).   3.Que caminhos percorrer para permanecermos humanos e cristãos na era da Inteligência Artificial e da revolução digital? Que vias concretas para missão da Igreja no ambiente digital?   “A nossa primeira tarefa – lembra-nos Leão XIV- consiste em não demonizar nem idolatrar os instrumentos, mas em orientá-los a partir dum ponto de referência: a verdade é um bem comum e não propriedade daqueles que detêm poder ou visibilidade. Importa, pois, promover uma ecologia da comunicação” (MH, 137). O Papa Leão XIV insiste que: “O primeiro contributo que podemos dar para uma civilização mais humana é prestar atenção às nossas palavras. Desarmemos as palavras e contribuiremos para desarmar a Terra. O poder das palavras é enorme e experimentamo-lo na comunicação quotidiana, quando alguém nos diz algo que altera o nosso estado de espírito, para melhor ou para pior. A paz começa em cada um de nós: na forma como olhamos para os outros, ouvimos os outros, falamos dos outros; e, neste sentido, a forma como comunicamos é de importância fundamental: devemos dizer “não” à guerra das palavras e das imagens, devemos rejeitar o paradigma da guerra. Todos devemos, portanto, fazer um exame de consciência sobre as palavras que usamos, sobre os preconceitos de que estão impregnadas e sobre a agressividade, patente ou latente, que nelas habita. Temos uma possibilidade real de contribuir para o bem sempre que dizemos a verdade, quando damos um conselho sábio, quando apoiamos quem precisa de conforto, quando denunciamos uma injustiça, quando damos voz a quem a não tem (MH, 214).   Não sendo possível apresentar toda a riqueza e variedade de propostas da MH, apontamos somente as que consideramos mais urgentes, sem nunca esquecer a importante advertência do Papa Leão XIV: «Veja cada um como edifica» (1 Cor 3, 10): são palavras de São Paulo, que exorta os cristãos de Corinto a guardar a unidade. (…) Desejo entregar-vos um itinerário de vida cristã sóbrio e exigente, com o qual podemos viver esta mudança de época à luz do Evangelho. É um caminho que nasce da contemplação do desígnio de Deus, vive a unidade eclesial alimentando-se da Palavra e da Eucaristia, edifica o mundo no bem e reza com a Virgem Maria” (MH, 229). a) “Permaneçamos fiéis à verdade! …A fidelidade à verdade exige integrar as possibilidades oferecidas pela técnica num caminho de sabedoria, capaz de salvaguardar simultaneamente a dignidade de cada pessoa e o futuro da nossa Casa comum” (MH 237) b) “Invistamos na educação, que começa por nós próprios! Todos precisamos de nos formar para viver o mundo digital de forma humana, como parte integrante da educação na fé e na vida boa do Evangelho. Devemos educar-nos para considerar o mundo digital como um novo continente a ser evangelizado, e que requer missionários generosos e maduros na fé. Em particular, são necessários adultos que redescubram a sua vocação de artesãos em educar, dispostos a um trabalho diário e paciente, apoiado por alianças educativas amplas e partilhadas. Acompanhar crianças e adolescentes na utilização das tecnologias como espaço de relação responsável, ajudando-os a reconhecer nelas os riscos e a escolher o que faz crescer a liberdade interior, representa hoje uma forma concreta de caridade e de salvaguarda da sua dignidade. Educar as novas gerações para acreditarem que a evolução das tecnologias não segue um percurso inevitável, mas que pode ser orientada pela responsabilidade pessoal e coletiva, constitui um dos serviços mais preciosos ao bem comum” (MH, 238). c) “Cuidemos das relações! Numa época que tende a acelerar e a fragmentar, a carne humana continua a pedir para ser cuidada e reconhecida por mãos capazes de ternura, por mentes atentas e por palavras bondosas. A cultura digital multiplica as conexões e oferece novas possibilidades de encontro; no entanto, o coração humano conserva uma necessidade inalienável de proximidade. Convido a preservar os lugares e os momentos em que a presença física continua a ser decisiva: a mesa partilhada, a comunidade cristã que se reúne, a visita a quem está só, o serviço aos pobres. São sinais de uma humanidade que continua a acreditar que cada corpo é templo do Espírito e casa de Deus, e é precisamente esta aliança entre glória e fragilidade que se torna o critério para avaliar os modelos antropológicos propostos pela cultura atual” (MH, 239). d) “Amemos a justiça e a paz! As mesmas tecnologias que facilitam a comunicação e o acesso aos recursos podem sustentar modelos que exploram os mais fracos, alimentam novas formas de escravatura e transformam o conflito numa oportunidade de lucro. Cada escolha técnica ou económica transforma-se numa ocasião de discernimento espiritual, uma oportunidade para verificar se os progressos da IA abrem espaços de justiça e participação ou se concentram riqueza e poder nas mãos de poucos. Convido a olhar com lucidez para as cadeias de produção digital, para as condições de trabalho escondidas por trás dos nossos dispositivos, para os mecanismos que tiram partido da manipulação e da guerra; e, ao mesmo tempo, a procurar caminhos concretos para fazer crescer a equidade, a participação e o cuidado da criação. A esperança que anunciamos vem do céu «para gerar uma nova história aqui em baixo»: precisamente por isso, quem acredita empenha-se para que em vez das desigualdades se abra espaço a uma maior justiça e «em vez da indústria da guerra se afirme o artesanato da paz» (MH, 240).   Considerações finais   O toque, o olhar e o silêncio, formas primárias de comunicação afetiva, cedem, hoje, espaço a gestos digitais, rápidos e impessoais. A empatia virtual, embora instantânea, carece de profundidade e continuidade. Vem a propósito recordar V. Frankl (2022) que oferece uma contraposição humanizadora perante atitudes de apatia e indiferença perante o próximo. Para ele, a capacidade de sentir é inseparável da busca de sentido. O sofrimento só adquire valor quando é reconhecido como experiência de significado, a vida conserva sentido em qualquer circunstância, mesmo na dor, se o indivíduo for capaz de encontrar um para quê. O sofrimento, quando dotado de propósito, deixa de ser mero fardo e converte-se em expressão da liberdade interior do ser humano (Frankl, 2022). A apatia contemporânea, marcada pelo colapso da alteridade e pelo esvaziamento da empatia, exige uma reflexão que una filosofia, sociologia, psicologia, teologia e educação. Urge vencer a apatia com a empatia e a simpatia que gera e fortalece os relacionamentos humanos! Mais do que compreender o fenómeno, é preciso buscar caminhos de reumanização. A ética, para Lévinas (1993), por exemplo, nasce do rosto do outro, da vulnerabilidade que nos interpela e exige resposta. Já Arendt (2004) lembra que a incapacidade de pensar e sentir é o que torna o mal possível; e Freire (1996) reafirma que a educação é sempre um ato de amor e diálogo, nunca de indiferença.   A superação da apatia pela verdadeira e sincera empatia requer mais do que compaixão instantânea. Exige uma ética do encontro, em que o outro volte a ser presença viva e não apenas imagem. A tarefa da educação, hoje, talvez seja justamente essa: restituir densidade ao olhar, profundidade ao afeto e sentido à convivência, reafirmando, contra a fadiga moral de nosso tempo, a possibilidade sempre urgente e necessária de continuarmos a ser humanos. Trata-se de reeducar o coração, ou seja, resistir à velocidade e ao esquecimento, restituindo ao encontro humano a densidade que a hipervisibilidade dissolveu.  Quando o rosto é substituído pelo écran, o vínculo ético é rompido. A proximidade dá lugar à conexão, e o olhar torna-se distraído, incapaz de reconhecer a vulnerabilidade alheia. O excesso de visibilidade tornou-nos cegos; o excesso de conexão tornou-nos distantes. Nesse cenário, sentir tornou-se um ato raro, e o silêncio, condição essencial para o encontro e a reflexão, foi substituído pelo ruído incessante das comunicações instantâneas. Talvez, em tempos de saturação e ruído, a tarefa mais urgente da educação seja precisamente essa: reaprender a sentir, para recomeçarmos sempre a amar com os “mesmos sentimentos de Cristo”. “Com a mesma fé de Maria, tornemo-nos tecelões de esperança no nosso mundo, partilhando o que somos e o que temos, de modo que a presença de Jesus cresça entre nós e o seu Reino tome forma. Na humilde fidelidade de cada dia, também a era da IA pode tornar-se uma etapa em que o Espírito faz amadurecer a civilização do amor na nossa vida: o Senhor continua a renovar todas as coisas e mantém aberta, em cada época, a possibilidade de se tornar história de salvação à luz da Encarnação. Confio este desejo à Mãe de Cristo, à mulher do Magnificat, para que acompanhe os nossos passos no presente em mudança e guarde em cada um de nós a confiança no Evangelho, de modo que possamos testemunhar a beleza duma magnifica humanidade habitada por Deus” (MH, 245). +Nuno Almeida Bispo de Bragança-Miranda Referências bibliográficas: Arendt Hannah, Eichmann em Jerusalém. Uma reportagem sobre a banalidade do mal, Lisboa, Tenacitas, 2004. Bauman, Zygmunt, Modernidade líquida, Rio de Janeiro, Zahar, 2017. Bloom, Paul, Against Empathy: The Case for Rational Compassion, New York, Ecco, 2016. Comissão Teológica Internacional (CTI), Quo Vadis Humanitas, 2026. Debord, Guy, A sociedade do espetáculo, Rio de Janeiro, Contraponto, 1997. Freire, Paulo, Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa, São Paulo, Paz e Terra, 1996. Frankl, Viktor E. O Homem em Busca de um Sentido, Alfragide, Lua de Papel, 2022 (16º Ed.). Han, Byung-Chul, A sociedade do cansaço, Petrópolis, Vozes, 2015. Han, Byung-Chul, A sociedade da transparência, Petrópolis, Vozes, 2021. Leão XIV, Magnifica Humanitas, Larrosa, Jorge, Notas sobre a experiência e o saber da experiência. Revista Brasileira de Educação, n. 19, p. 20–28, jan./abr. 2002. Le Breton, David, Antropologia do corpo e modernidade, Petrópolis, Vozes, 2016. Lévinas, Emmanuel, Ética e infinito, Lisboa, Edições 70, 1993. Sontag, Susan. Diante da dor dos outros, São Paulo, Companhia das Letras, 2003.

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